Deputados criticam tentativa de responsabilizar Brandão pela possível cassação do prefeito Eduardo Braide

Agência Assembleia

Durante a sessão plenária da Assembleia Legislativa do Estado do Maranhão (Alema) desta terça-feira (9), deputados criticaram a tentativa de responsabilizar o governador Carlos Brandão sobre um pedido de cassação do prefeito de São Luís, Eduardo Braide (PSD). Segundo os parlamentares, o possível impeachment do Chefe do executivo ludovicense deve-se ao não cumprimento de normas legais por parte do gestor municipal e não por uma atuação do governador.

Em seu pronunciamento, o deputado Catulé Júnior (PP) classificou como “temerária” a tentativa de se atribuir ao governador Carlos Brandão o pedido de cassação do prefeito Eduardo Braide que chegou à Câmara Municipal de São Luís.

“Acredito com convicção que o nosso governador nada tem a ver com essa iniciativa. O nosso governador é um homem pacato, sempre fez do diálogo a sua marca e acredito de forma muito convicta que ele não tem nada a ver com isso”, disse o parlamentar, deixando claro que não faz parte da base política do prefeito Eduardo Braide, mas que manifestava solidariedade ao gestor.

Dr. Yglésio (PRTB) também eximiu o governador Brandão de qualquer responsabilidade sobre o pedido de impeachment de Eduardo Braide e, ao mesmo tempo, chamou atenção para o crescimento da bancada de defesa do prefeito de São Luís. “Acabou de ser formada aqui a maior bancada ‘braidista’ que já teve na história”, pontuou o parlamentar em tom de ironia.

Ainda em seu discurso, Dr. Yglésio fez questão de esclarecer que o pedido de cassação de Eduardo Braide está diretamente relacionado com uma representação movida por um auditor fiscal aposentado do município em virtude de um corte de R$ 10 mil na remuneração da categoria. “Foi um auditor que perdeu 10 mil reais do salário dele. O pedido (de cassação) teria que ser analisado para seguir para tramitação através de uma comissão”, disse o deputado.

Líder do governo da Casa, o deputado Neto Evangelista (União Brasil) afirmou estar surpreso com o interesse de se transferir para o governador Carlos Brandão a responsabilidade pelo pedido de cassação de Eduardo Braide. O parlamentar também ironizou o crescimento da bancada do prefeito na Assembleia e a diminuição da base do vice-governador Felipe Camarão (PT), pré-candidato ao governo em 2026.

“Eu deixo esse questionamento aqui: qual o interesse em responsabilizar o governador em um fato que não tem absolutamente nada a ver com ele? É interesse eleitoral e eles estão querendo colocar esse fato no colo do governador. Esse tem que ser um debate com responsabilidade”, frisou.

Dr. Yglésio diz que oposição é contraditória ao votar contra MP que atualiza estrutura de secretarias estaduais

Assecom / Dep. Dr. Yglésio

Durante discurso na sessão plenária da Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) desta quarta-feira (3), o deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) voltou a mostrar a contradição da oposição que se colocou contra a Medida Provisória nº 513/2025, de autoria do Poder Executivo, que atualiza estrutura de secretarias estaduais.

Segundo o parlamentar, durante a gestão do ex-governador e hoje ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Flávio Dino, foram aprovadas medidas semelhantes e com a anuência dos parlamentares que em nenhum momento se manifestaram contra as propostas.

Atualização

A MP nº 513/2025 cria cargos de assessor especial, simbologia isolado, a serem distribuídos nas estruturas da Casa Civil, da Secretaria de Estado da Administração (SEAD), da Secretaria de Estado de Planejamento e Orçamento (Seplan) e da Secretaria de Estado da Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), e dá outras providências.

Em seu pronunciamento, o deputado deu exemplo de algumas matérias aprovadas durante a gestão de Flávio Dino com o mesmo teor da MP nº 513/2025. “Decreto nº 36.467, de 27 de janeiro de 2021, transformou um ISO em 9; Decreto 36.476, de fevereiro de 2021, conseguiu transformar um DANS-2 em 19 cargos; Decreto 36.497, de fevereiro de 2021, 27 DGAS em 40 cargos”, pontou o deputado.

Ao final da discussão do texto, a MP foi aprovada com votos contrários da oposição e do próprio Yglésio, que já havia se posicionado contrário à criação de novos cargos no Executivo, mas fez questão de subir à tribuna para mostrar as contradições dos parlamentares de oposição.

Deputado Dr. Yglésio anuncia “CPI da EMAP” para apurar ações da gestão do ex-governador Flávio Dino

Assecom / Dep. Dr. Yglésio

O deputado estadual Dr. Yglésio (PRTB) anunciou que protocolou na Assembleia Legislativa a “CPI da EMAP”, Comissão Parlamentar de Inquérito que, segundo ele, vai apurar o uso de recursos da Empresa Maranhense de Administração Portuária durante a gestão do ex-governador Flávio Dino. O parlamentar fez o anúncio na sessão plenária desta quinta-feira (4), após obter as assinaturas necessárias dos colegas deputados.

“Nós conseguimos 16 assinaturas, finalmente, todas aqui vão ser publicadas. A CPI vai investigar justamente porque os recursos da EMAP que, legalmente, não poderiam sair da EMAP, foram desviados, tiveram desvio de finalidade”, justificou o parlamentar.

Durante discurso na tribuna da Casa, o deputado informou que está trabalhando para a formação de outras cinco Comissões Parlamentares de Inquérito, todas com o objetivo de apurar ações em áreas diversas da gestão dinista.

“A CPI da Comunicação no Governo Flávio Dino, quando foram gastos em apenas um ano, e não apareceu divulgação do Maranhão para o Brasil e para o mundo, mais de R$ 88 milhões. A CPI do FEPA, que levou ao esvaziamento dos recursos estatais, também das aposentadorias; a CPI dos Respiradores, na pandemia, assunto pelo qual a sociedade tem curiosidade intensa até hoje; e a CPI do Mais Asfalto, para apurar gastos de bilhões de reais em sete anos, supostamente de recursos em estradas e infraestrutura, que não apareceram, as MAs do Maranhão foram destruídas; e, claro, a CPI da Comilança sobre os buffets de Flávio Dino”, anunciou.

Apuração necessária
O parlamentar justificou que a apuração se faz necessária para conhecimento da população.

“O Maranhão precisa entender o que foi que aconteceu, por que se gastaram bilhões em estradas, se elas não existiram; por que se gastaram milhões em comilança, saber quem comeu tanto neste estado, que fome foi essa, que tanto buffet foi esse. E a CPI da EMAP, os recursos do nosso porto que foram usurpados, o futuro dos nossos aposentados com o esvaziamento do FEPA e o dinheiro dos respiradores, que foi abafado nessa coisa de Consórcio do Nordeste, e que nunca apareceram esses equipamentos”, observou Yglésio.

Yglésio Moysés repercute nomeação de novos policiais militares

Assecom / Dep. Yglésio Moysés

O deputado Yglésio Moyses (PRTB) repercutiu a nomeação dos 360 policiais militares que, em breve, passarão a fazer parte da corporação. Em discurso na Assembleia, na manhã desta terça-feira (6), o parlamentar informou que as nomeações deverão ser efetivadas entre setembro e outubro.

Segundo o parlamentar, o titular da Secretaria Estadual de Administração (Sead), Guilberth Marinho Garcês, irá para Brasília no dia 15 de agosto para se inteirar das ações judiciais relativas ao concurso.

“Graças à lei fruto de projeto que apresentamos aqui na Assembleia, a qual congelou o prazo dos concursos públicos, nós temos a certeza de que essas pessoas serão servidoras da segurança pública do Maranhão e poderão contar com o meu compromisso e transparência”, disse o deputado.

A nomeação dos novos policiais militares aprovados no mais recente concurso público, realizado em 2017, foi anunciada pelo governador Carlos Brandão (PSB) no dia 22 de julho. Segundo o chefe do Executivo Estadual, com as novas incorporações, o cadastro de reserva será zerado.