“Café com Notícias” aborda a campanha Março Amarelo, de conscientização e combate à endometriose

Agência Assembleia / Miguel Viegas

Nesta quarta-feira (4), o programa “Café com Notícias”, da TV Assembleia, abordou a campanha “Março Amarelo” de Conscientização e Combate à Endometriose. Em conversa com a apresentadora, a jornalista Elda Borges, a médica ginecologista Andressa Chaves falou sobre como essa campanha será desenvolvida na Assembleia.

Andressa Chaves esclareceu que campanha Março Amarelo é um movimento mundial dedicado à conscientização endometriose, que é uma doença inflamatória crônica que, segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), afeta cerca de 10% das mulheres em idade reprodutiva, ou seja, uma em cada 10 mulheres.

“A endometriose é uma doença caracterizada pelo crescimento do endométrio (tecido uterino)) fora do útero, podendo atingir ovários, trompas e intestinos. O objetivo é alertar para o diagnóstico precoce, reduzir o tempo de espera pelo tratamento e melhorar a qualidade de vida, combatendo dores intensas e infertilidade”, explicou.

Sintomas

A médica esclareceu que os sintomas da endometriose são cólicas menstruais intensas (incapacitantes), dor pélvica crônica e durante as relações sexuais e infertilidade. Ela disse que o alerta que fica para as mulheres é que, sentir dores que a impedem de exercer suas atividades normais, é um indício de endometriose.

“É uma doença muito comum na vida de muitas mulheres. O que acontece é que as mulheres acabam normalizando essa dor e, por consequência, retardando o diagnóstico. Acham que é uma cólica normal do dia a dia. E aí vem o resultado do diagnóstico tardio, que é a infertilidade”, explicou.

Tratamento

De acordo com Andressa Chaves, hoje, é possível diagnosticar a doença cedo por meio de uma história clínica bem-feita e exames de imagens como, por exemplo, a ultrassom transvaginal, e fazer o tratamento.

“Hoje, no tratamento, podemos bloquear o ciclo menstrual, para que essa paciente não tenha esse sangramento, o que já melhora a questão da dor. Temos dietas anti-inflamatórias e medicações antioxidantes etc. A paciente que procurar o atendimento vai ser ajudada e melhorar sua qualidade de vida”, finalizou.

Andressa Chaves finalizou afirmando que a conscientização ajuda a evitar que a dor crônica seja tratada como “normal” durante a menstruação, permitindo o diagnóstico precoce. 

‘Diário da Manhã’: Médica radiologista esclarece mitos e verdades sobre a endometriose

Agência Assembleia / Fotos: Wesley Ramos

A médica radiologista Thalita Seabra falou sobre mitos e verdades da endometriose em entrevista, nesta segunda-feira (12), no ‘Diário da Manhã’, da Rádio Assembleia e TV Assembleia. No quadro Tribuna do Consumidor, o programa recebeu o chefe da Assessoria Jurídica do Procon/MA, Ricardo Cruz, que respondeu diversos questionamentos de consumidores.

Na conversa com o jornalista e apresentador Ronald Segundo, a médica radiologista Thalita Seabra destacou que a endometriose é uma doença crônica que não tem cura, mas é controlável, não causa infertilidade em todas as mulheres (embora seja uma causa comum), e nem sempre provoca dor intensa, variando de pessoa para pessoa.

De acordo com a especialista, a doença não causa câncer, embora a endometriose possa causar cistos (endometriomas) nos ovários, que não são câncer. “É uma doença que vai surgindo devagarinho, chegando com o tempo. As pacientes passam de seis a oito horas para fazer o diagnóstico. Esse é o problema. Demora muito tempo para aparecer em um exame de imagem. Por isso, a gente tem que focar muito nos sintomas que a paciente está sentindo. O principal são as cólicas, bem mais exacerbadas do que as pacientes sentem normalmente”, explicou.

Troca de produtos 

No quadro Tribuna do Consumidor, o chefe da Assessoria Jurídica do Procon/MA, Ricardo Cruz, respondeu dúvidas de consumidores, como a recorrente sobre troca de produtos eletrônicos ou eletrodomésticos com defeito. “Sempre que comprar um eletrodoméstico ou um eletrônico, deve-se testar na loja antes de efetuar o pagamento. O Código de Defesa do Consumidor estabelece que, caso apresente algum problema, há um prazo para consertar. A troca não é imediata. Antes, o consumidor deve procurar a assistência técnica para fazer o reparo e a empresa tem prazo de até 30 dias. Caso não seja resolvido o problema, existem três possibilidades para o consumidor: a troca, a devolução do dinheiro ou o abatimento proporcional”, disse.

Em transmissão simultânea e ao vivo, o ‘Diário da Manhã’ pode ser acompanhado de segunda a sexta-feira, das 9h às 9h30, pela Rádio Assembleia (96.9 FM) e pela TV Assembleia (canal aberto digital 9.2; Maxx TV, canal 17; e Sky, canal 309), além do canal do Youtube.

Ronald Segundo entrevista Ricardo Cruz no quadro Tribuna do Consumidor desta segunda-feira

Aprovado PL de Fabiana Vilar que propõe “Selo Amarelo” a empresas que apoiem mulheres com endometriose

Agência Assembleia / Foto: Biaman Prado

A Assembleia Legislativa do Maranhão aprovou o Projeto de Lei, de autoria da deputada estadual Fabiana Vilar (PL), que institui o “Selo Amarelo da Luta contra a Endometriose”. A proposta visa reconhecer e incentivar empresas públicas e privadas que adotem práticas inclusivas e de suporte profissional para mulheres com endometriose severa ou incapacitante.

Segundo o texto do projeto, para receber o selo, as empresas precisam atender a critérios específicos, como reservar vagas para mulheres diagnosticadas com endometriose, promover ações educativas sobre a doença e oferecer condições de trabalho adaptadas, incluindo horários especiais e possibilidade de redução da jornada.

A endometriose, que atinge uma em cada dez mulheres no Brasil, é uma doença que provoca fortes dores e pode afetar significativamente a qualidade de vida. Além disso, muitas pacientes enfrentam desafios extras no ambiente de trabalho devido à falta de compreensão e apoio das empresas.

“Com este projeto, queremos não apenas conscientizar sobre a gravidade da endometriose, mas também incentivar uma cultura de inclusão e respeito aos direitos das mulheres que sofrem com essa doença”, disse Fabiana Vilar.