16 de janeiro de 2026

Os 40 anos do Carnaval de rua da Máquina de Descascar’Alho são destaque no  ‘Café com Notícias’

A história e importância desse tradicional bloco popular, que tem a irreverência como característica principal, foram tema da conversa entre a jornalista Elda Borges e os integrantes do grupo, Guilherme Soares e Cauê Veloso

Os 40 anos do Carnaval de rua da Máquina de Descascar’Alho são destaque no  ‘Café com Notícias’

No Café desta sexta-feira, a jornalista Elda Borges recebeu o cantor Guilherme Soares e o músico Cauê Veloso

Agência Assembleia / Foto: Kristiano Simas

Em entrevista ao programa Café com Notícias, desta sexta-feira (16), o cantor Guilherme Soares e o músico Cauê Veloso falaram sobre os 40 anos do Bloco Tradicional Máquina de Descascar’Alho, um dos símbolos do carnaval popular maranhense. A conversa destacou a origem do grupo, sua importância histórica, o processo de renovação e o resgate de tradições que marcaram a trajetória do bloco desde a década de 1980.

Criada em 1986, em um contexto de redemocratização do país, a Máquina surgiu com a proposta de levar às ruas um carnaval mais autêntico, irreverente e conectado com o cotidiano da população. Segundo Guilherme Soares, o espírito do bloco sempre esteve ligado à crítica bem-humorada e à chamada “molecagem” típica das letras que marcaram gerações.  “Ela buscava levar para as ruas um Carnaval mais popular, mais autêntico. Isso se refletia nas composições, letras cheias de irreverência, de duplo sentido”, destacou.

Ao celebrar quatro décadas de história, o grupo decidiu resgatar uma tradição que havia se perdido com o tempo: as saídas aos sábados do mês de janeiro.

 “A Máquina, quando surgiu, tinha tradicionalmente a saída marcante do 1º de janeiro, que marca o seu nascimento. Agora, estamos resgatando algo que há muito tempo não acontecia”, explicou Guilherme.

Paixão pelo bloco

A relação afetiva dos integrantes com o bloco também foi um dos pontos centrais da entrevista. O músico Cauê Veloso, que integra a Máquina há cerca de 15 anos, ressaltou que sua ligação com o grupo vai além da música.  Filho de Veloso, um dos fundadores do bloco, ele afirma ter crescido dentro da agremiação. “Sou um filho da Máquina literalmente. Quando meu pai estava fazendo a Máquina, ele estava me fazendo também”, contou.

Guilherme Soares compartilhou uma trajetória semelhante, marcada pelo contato desde a infância com o bloco, quando frequentava os carnavais de clubes locais e acompanhava de perto as apresentações. Hoje, além de cantor da Máquina, ele também atua como advogado, conciliando a profissão com a paixão pelo carnaval.  “Foi um sonho que também se realizou. Mas no ano passado veio o convite da Máquina para integrar o time”, relatou.

A entrevista também abordou a dinâmica interna do grupo e o processo de renovação ao longo dos anos. Cauê Veloso destacou a versatilidade dos músicos e a importância de manter viva a memória musical do bloco. Ele próprio passou por diferentes funções dentro da banda, do cavaquinho à guitarra, enquanto Guilherme assumiu o papel de resgatar letras antigas que fazem parte da identidade da Máquina.

Irreverência

Sobre as letras irreverentes, muitas vezes alvo de críticas, Guilherme defendeu o repertório como um retrato fiel das relações sociais e do cotidiano. “A Máquina perdura porque soube como poucos retratar a relação do homem e da mulher. Temos músicas extremamente poéticas que exaltam a mulher”, afirmou, citando composições tradicionais do grupo.

Momentos de emoção também marcaram a conversa, como o relato de Cauê Veloso sobre a presença simbólica do pai após sua morte. Segundo ele, em apresentações realizadas logo após o falecimento de Veloso, uma borboleta costumava aparecer no palco, sendo interpretada pelos integrantes como um sinal de conexão espiritual e continuidade da história do bloco.

Durante a entrevista, Guilherme Soares também reforçou a programação dos cortejos comemorativos, destacando a pontualidade e o respeito às tradições. As concentrações ocorrem às 16h, com saída às 17h em ponto, e os primeiros minutos são dedicados aos sambas tradicionais da Madre Deus, bairro que tem forte ligação com a história do carnaval ludovicense.

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